quinta-feira, 25 de agosto de 2016

Freiras derrotam mandato abortista de Barack Obama na Suprema Corte

Governo dos EUA queria obrigar religiosas a oferecer esterilizações e distribuir anticoncepcionais, além de outros serviços que contrariam suas convicções religiosas


As sempre felizes Irmãzinhas dos Pobres (ou Little Sisters of the Poor)

UMA CONGREGAÇÃO RELIGIOSA venceu o governo Obama num processo que corria na Suprema Corte do país. Em 2012, o governo norte-americano obrigou todas as empresas e instituições a oferecer plano de saúde aos seus empregados, incluindo controle de natalidade, esterilização e pílulas abortivas. Todavia a Suprema Corte daquele país decidiu recentemente (5/016), por votação unânime, que o governo não poderá multar a Congregação das Irmãzinhas dos Pobres por não obedecer à ordem arbitrária.

A Justiça determinou ainda que tribunais menores ajudem o governo a escolher métodos alternativos para prover serviços, sem exigir a participação das freiras naqueles que contrariem frontalmente a sua fé religiosa, conforme informou a agência ACI Prensa.

Madre Loraine Marie Maguire
As religiosas precisaram lembrar à Justiça o óbvio: que proporcionar tais serviços viola suas crenças. “Tudo o que queremos fazer é servir os mais necessitados entre nós como se fossem o próprio Cristo”, disse a simpaticíssima irmã Loraine Marie Maguire, madre provincial da congregação.

Para Mark Rienzi, conselheiro sênior do Fundo Becket para a Liberdade Religiosa e advogado das religiosas, o fracasso do governo Obama na Suprema Corte, por abir um importante precedente, pode “mudar o jogo” em casos semelhantes. “Essa decisão unânime é uma imensa vitória para as Irmãzinhas, para a liberdade religiosa e para todos os norte-americanos”, disse ele.

Segundo um comunicado de Rienzi, “a Corte eliminou todas as decisões equivocadas dos tribunais menores e protegeu as Irmãzinhas das multas do governo”.

A decisão da Corte é também uma vitória para outros defendidos pelo Fundo Becket, entre os quais estão dioceses, organizações e universidades cristãs.

Fonte:http://www.ofielcatolico.com.br/2006/08/freiras-derrotam-mandato-abortista-de.html

Papa Francisco exprime o seu pesar pelas vítimas do terramoto


Rádio Vaticano – O terramoto de 6 graus na escala Richter que atingiu o centro da Itália também foi sentido em Roma. Entretanto, a Audiência geral com o Papa nesta quarta-feira seguiu como prevista
Não foram registrados danos na capital nem no Vaticano. Tampouco na Basílica de São Francisco, em Assis. Alguns danos foram reportados na Basílica de São Bento em Núrcia. 
Às 3h36 (hora local) o Instituto Nacional de Geofísica e Vulcanologia (INGV) registrou o epicentro do terramoto principal a 4 quilómetros de profundidade entre as províncias de Rieti e Ascoli Piceno, distantes cerca de 100 km da capital Roma. Seguiram-se durante a madrugada outros tremores de 5.1 e 5.4 graus.
A cidade mais atingida foi Amatrice, na província de Rieti, para onde meios especiais da Defesa Civil foram deslocados logo após o terramoto. O Prefeito de Amatrice, Sergio Pirozzi disse que “a cidade não existe mais” e que “há pessoas sob os escombros”.
Foram registrados desabamentos e danos em cidades e estradas do Lazio, da Úmbria e das Marche.
As primeiras informações são de que duas pessoas morreram na região das Marche e de que outras vítimas estariam sob os escombros também em Accumoli, epicentro do terramoto.
O número de mortos confirmados até agora pela Defesa Civil é de 63 mortos.
É neste clima, que o Papa Francisco iniciou a Audiência Geral desta quarta-feira, dia 24 de Agosto, às 10 horas na Praça de S. Pedro repleta de fiéis e peregrinos vindos das diversas partes do mundo.
: “Tinha preparado a catequese de hoje, disse Francisco, como para todas as quartas-feiras deste ano da misericórdia, sobre o tema da proximidade de Jesus. Mas perante a notícia do terramoto que atingiu o centro da Itália, devastando inteiras zonas e causando mortos e feridos, não posso não exprimir a minha profunda dor e a minha proximidade a todas as pessoas presentes nos lugares do terramoto; a todas as pessoas que perderam os seus entes queridos e aquelas que ainda se sentem angustiados pelo medo e pelo terror causado pelo cismo”.
O Papa exprimiu em seguida a sua grande comoção ao citar as palavras proferidas pelo Prefeito de Amatrice, epicentro do terramoto, que disse “Amatrice não existe mais”; grande comoção,  sobretudo, ao saber que entre os mortos há tantas crianças.
Neste sentido o Santo Padre assegurou a todas as pessoas de Amatrice e arredores e outras zonas atingidas da diocese de Rieti, de Ascoli Piceno e de todas as outras zonas do Lazio, da Umbria e das Marche, as suas orações, assegurando-lhes o carinho e o abraço de toda a Igreja. A todos, neste momento, a Igreja se une com o seu amor materno. O Papa enviou ainda a todos os que sofrem pelo terramoto o seu abraço e o dos presentes na Praça de S. Pedro.
Finalmente, Francisco agradeceu a todos os voluntários e os agentes da Defesa Civil Italiana, que estão socorrendo as populações gravemente atingidas, nestes termos: “peço-vos que se unam a mim na oração, para que o Senhor Jesus, que sempre se comoveu diante da dor humana, console estes corações entristecidos e lhes dê a paz, por intercessão da Bem-aventurada Virgem Maria”.
Pedindo aos presentes na Praça de S. Pedro, para “se  comoverem como Jesus” perante a tal tragédia, Francisco adiou a sua catequese da Audiência Geral desta quarta-feira para a próxima semana.
Depois, Francisco convidou os fiéis e peregrinos a rezar com ele parte do Rosário, os mistérios dolorosos, pelos irmãos e irmãs atingidos pelo cismo.
No final da Audiência Geral, o Santo Padre passou a cumprimentar os presentes na Praça de S. Pedro em diversas línguas entre elas o português, nestes termos: “Saúdo os peregrinos de língua portuguesa do Brasil e de Portugal. Jesus os convida a levar aos outros a alegria do Evangelho, que nos ensina que “homens e mulheres partilham da mesma dignidade”, porque todos somos a mesma coisa em Cristo. Que Deus os abençoe”
Ao concluir, o Papa recordou que, nestas últimas semanas, os Observadores internacionais exprimiram a sua preocupação pela degeneração da situação na Ucrânia oriental. Neste sentido Francisco fez um premente apelo nestes termos: “Hoje, enquanto aquela querida nação celebra a sua festa nacional, que coincide com o 25º aniversário da independência, asseguro as minhas orações”.
Finalmente, o Papa, a todos deu a sua Bênção Apostólica.
Fonte:http://pt.radiovaticana.va/news/2016/08/24/papa_francisco_exprime_o_seu_pesar_pelas_v%C3%ADtimas_do_terramto/1253394

Vicariato Sul reúne membros de Conselhos Pastorais Paroquiais


Pe. Ednaldo Virgílio, assessor do encontro (Foto: Cacilda Medeiros)
Pe. Ednaldo Virgílio, assessor do encontro
(Foto: Cacilda Medeiros)
Padres, diáconos, religiosos e membros de Conselhos Pastorais Paroquiais do Vicariato Episcopal Sul se reúnem neste sábado, 27, das 8 às 13 horas, no Centro Pastoral do Catolé, na cidade de Nova Cruz. O objetivo do encontro é fortalecer a primeira meta do Plano Estratégico do Marco Referencial Pastoral da Arquidiocese de Natal.
O tema que norteará as reflexões será “A importância da Palavra de Deus na ação missionária da Igreja, a partir da Lectio Divina”. A reflexão será conduzida pelo Padre Ednaldo Virgílio, mestre em Bíblia.
O encontro é coordenado pelo Vigário Episcopal Sul, Padre Matias Soares.


Fonte:http://arquidiocesedenatal.org.br/vicariato-sul-reune-membros-de-conselhos-pastorais-paroquiais.html

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Carta de Francisco à 67ª Semana Liturgica Italiana, Gubbio


Rádio Vaticano – Por ocasião da 67ª Semana Litúrgica Nacional Italiana que começou nesta 2ª feira, dia  22/ de Agosto de 2016, em Gubbio, e vai até o dia 25, o Papa Francisco enviou uma mensagem ao Dom Claudio Maniago, bispo de Castellaneta e a todos os participantes dessa jornada de estudos.

A escolha do lugar foi motivada pela recorrência dos 1600 anos da Carta de Papa Inocêncio I a Decenzio, Bispo de Gubbio, e pelo contexto do Ano Santo da Misericórdia que se está a viver. De fato, a Semana Litúrgica Nacional tem como tema “Liturgia como lugar da Misericórdia”, cujo objectivo é de oferecer, no contexto desse ano jubilar, uma especial contribuição à Igreja italiana.

Na sua mensagem, o Papa disse que “quando nos esforçamos em viver cada momento litúrgico «com um olhar fixo em Jesus e seu rosto misericordioso podemos colher o amor da Santíssima Trindade (…). Este amor se faz visível e tangível em toda a vida de Jesus (…).Tudo Nele fala da misericórdia. Nada Nele é privado de compaixão».

Esta realidade, prossegue Francisco, ajuda-nos a perceber toda a Liturgia como lugar de Misericórdia encontrada e acolhida para ser doada, lugar no qual o grande mistério da reconciliação é presente, anunciado, celebrado e comunicado. As específicas celebrações dos Sacramentos, declinam para o único grande dom da divina misericórdia segundo as diversas circunstâncias da vida”.

“O dom da misericórdia, porém, - acrescenta Francisco - resplandece de modo particular no sacramento da Penitência e da Reconciliação. A misericórdia do Pai não pode fechar-se em atitudes intimistas e auto consoladoras, porque ela se demonstra potente em renovar as pessoas e torná-las capazes de oferecer aos outros a experiência viva do próprio dom. Partindo da consciência de que se é perdoado para perdoar, conseguimos ser testemunhas de misericórdia em qualquer ambiente suscitando o desejo da capacidade de perdão. Este é o desafio ao qual todos somos chamados, especialmente diante do rancor, do perigo que as pessoas se fechem, sobretudo aquelas que têm necessidade de reencontrar a alegria da serenidade interior e o gosto pela Paz”.

 “O rito da Penitência Sacramental, prossegue o Santo Padre na sua mensagem, é percebido como expressão de uma “Igreja em saída”, como “porta” não somente para reentrar depois de estar distante, mas como “passagem” paras as várias periferias da humanidade sempre mais necessitadas de compaixão. O encontro com a Misericórdia recriadora de Deus transforma todas as mulheres e homens para anunciar a vida nova do Evangelho através da existência reconciliada e reconciliadora”,

O Santo Padre concluiu a sua mensagem fazendo votos para que as reflexões e as celebrações da Semana Litúrgica “amadureçam sempre mais a compreensão da liturgia como fons et culmen  de uma vida eclesial e pessoal, cheia de misericórdia e compaixão, porque é constantemente formada pela escola do Evangelho".
Fonte:http://pt.radiovaticana.va/news/2016/08/23/carta_de_francisco_%C3%A0_67%C2%AA_semana_liturgica_italiana,__gubbio/1253094

terça-feira, 23 de agosto de 2016

Ao usar o celular na igreja, é preciso coerência

É viável utilizar celular dentro da igreja?

Atualmente, é perceptível o grande número de pessoas que usam o celular. Nem é preciso buscar as pesquisas para comprovar isso, basta ver que muitos na rua, no trabalho, nas escolas, nas casas etc. estão com o aparelho nas mãos. Mas, além destes lugares citados, existe um local que nos faz pensar no seu uso: a igreja.
O uso do celular na Igreja
Sabe-se que Igreja, em grego, diz-se ekklesia e significa “os convocados”. Todos nós que somos batizados e cremos em Deus somos convocados pelo Senhor. Juntos, somos a Igreja, onde Cristo é a cabeça e nós o Seu corpo (cf. Catecismo Jovem da Igreja Católica, 121). Porém, refiro-me no texto ao templo físico, por isso escrevo igreja com a letra inicial minúscula.
Numa conversa, espera-se que as pessoas estejam com toda a sua atenção voltada uma para a outra. Na igreja, espera-se que todos estejam voltados para dialogar com Deus, ou seja, que estejam por inteiro nas orações e celebrações.
Alguns pensam que é possível fazer duas coisas ao mesmo tempo, com a mesma atenção, mas essa teoria é questionável. O neurocientista Russell Alan Poldrack, professor da Universidade de Stanford, afirma que o homem não é feito para realizar várias atividades ao mesmo tempo. Assim, cabe a pergunta: consigo usar o celular na igreja e estar por inteiro no diálogo com Deus?

O uso do celular na Missa

Muitos utilizam o celular na Missa. O assunto é complexo, pois há os pontos positivos, que são: auxiliar no canto litúrgico; colaborar na atenção do que está sendo falado pelo leitor; responder as orações eucarísticas corretamente; fazer anotações a respeito da homilia etc. Todavia, também possui pontos negativos, sendo eles: a distração com outros aplicativos e mídias sociais; o incômodo causado à pessoa ao lado com fotos e sons; desatenção na Missa entre outros.
O Diretório de Comunicação da Igreja no Brasil da CNBB diz: “Com a evolução das tecnologias de amplificação de imagem e som, as igrejas são beneficiadas com os aparatos técnicos que contribuem para maior visibilidade, compreensão e participação da Celebração Eucarística. Cuide-se, no entanto, que eles não ocupem o centro da relevância e da atenção em relação à Palavra e ao rito sacramental, e não criem ambiente de dispersão e de distração. Antes, colaborem para que os fiéis participem de forma ativa e reflexiva das celebrações eucarísticas”.
É difícil quem nunca ouviu o celular tocar na Missa ou encontraram pessoas usando-o dentro da igreja. Ora, o celular deve ajudar na participação do fiel e não atrapalhá-lo. Uma catequese, com a finalidade de orientar o fiel a usar o celular de modo adequado e levá-lo a contemplar o mistério pode ser o início da formação para uma nova evangelização.

O celular para oração pessoal

Num ambiente em que se está fora da Missa, o celular pode contribuir na oração pessoal com seus vários aplicativos. Porém, não estamos privados de receber notificações que vão nos desconcentrar no momento de intimidade com Deus. Assim, o celular no modo avião pode ser útil. Se for o caso, é mais recomendável usar o livro impresso para não dispersar a comunicação com Deus.
O Papa Francisco, na Mensagem para o 50º Dia Mundial das Comunicações Sociais, disse: “Não é a tecnologia que determina se a comunicação é autêntica ou não, mas o coração do homem e a sua capacidade de fazer bom uso dos meios ao seu dispor”.

Discernir para usar

Ressalta-se que a Igreja é lugar de comunhão com Deus e com os irmãos. Nada substitui a presença física da pessoa, sendo que os meios de comunicação devem nos aproximar e não nos distanciar. “O ambiente de comunicação pode ajudar-nos a crescer ou, pelo contrário, desorientar-nos. O desejo de conexão digital pode acabar por nos isolar do nosso próximo, de quem está mais perto de nós”. (Mensagem do Santo Padre Francisco para 48º Dia Mundial das Comunicações Sociais, 2014).
Portanto, sobre ser viável ou não o uso do celular na Igreja, é o homem que deve ter o discernimento necessário para avaliar os momentos adequados em que ele pode ser usado ou não. Seja como for, o cristão deve dispor das tecnologias para dar a conhecer o amor de Deus, uma vez experimentado por ele.
O Papa Bento XVI, no 47º Dia Mundial das Comunicações Sociais, disse: “Não deveria haver falta de coerência ou unidade entre a expressão da nossa fé e o nosso testemunho do Evangelho na realidade onde somos chamados a viver, seja ela física ou digital. Sempre e de qualquer modo que nos encontremos com os outros, somos chamados a dar a conhecer o amor de Deus até os confins da terra.”
Fonte:http://formacao.cancaonova.com/igreja/catequese/ao-usar-o-celular-na-igreja-e-preciso-coerencia/

Papa exprime saudação e bons votos ao Sínodo das Igrejas Metodista e Valdense


Em sinal da sua proximidade espiritual, o Papa Francisco enviou  “cordial saudação eexprimiu bons votos” aos participantes do Sínodo das Igrejas Metodista e Valdense, que prossegue em Turim.
Na carta assinada pelo Cardeal Secretário de Estado Pietro Parolin, o Papa assegurou “uma recordação particular na oração e invocou ao Senhor o dom de caminhar com sinceridade de coração em direcção à plena comunhão,  para testemunhar de modo eficaz, Cristo, à inteira humanidade, indo juntos ao encontro dos homens e mulheres de hoje para transmitir-lhes o coração do Evangelho”.
O Cardeal Parolin explicou ainda como o Pontífice auspiciou que “as diferenças entre católicos e valdenses não impeçam que sejam encontradas maneiras de colaboração no âmbito da evangelização, do serviço aos pobres, aos doentes, e aos migrantes e no cuidado da Criação”. No passado mês de Março, pela primeira vez, na história, uma delegação oficial das Igrejas Metodista e Valdense foi recebida em audiência pelo Papa no Vaticano.
Em 2015, o Papa Francisco visitou a igreja Valdense em Turim, sendo o primeiro Pontífice a entrar num templo daquela que é a mais antiga minoria cristã da Itália (M.M.).
Fonte:http://pt.radiovaticana.va/news/2016/08/22/papa_exprime_sauda%C3%A7%C3%A3o_e_bons_votos_ao_s%C3%ADnodo_das_igrejas_met/1252892

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Deus vê o coração


Deus vê o coração e conhece as mais profundas intenções do homem

“Só se vê bem com o coração, o essencial é invisível aos nossos olhos”. Esta frase de Antonine de Saint-Exupéry (do Pequeno Príncipe) é muito significativa, trás um ensinamento grandioso para nossa vida. Diz o profeta: “O Senhor não vê como o homem: o homem vê a aparência, mas Deus vê o coração” (I Sm 16,7).
Deus vê o coração
Deus vê o coraçãoFoto:  canva.com by  Unsplash
A tendência humana é parar naquilo que os olhos são capazes de enxergar. Como é bom saber que o olhar de Deus é diferente do nosso, Ele nos vê não somente a partir de nossa aparência, mas principalmente pelo que somos.
Michelangelo, pintor, poeta, escultor e arquiteto italiano, entre as suas obras se destacam algumas esculturas, que se tornaram conhecidas mundialmente, tais como: a Pietá, Moisés e David.
Certa vez alguém impressionado com a beleza de uma das esculturas lhe perguntou: como você, Michelangelo, é capaz de produzir tão bela escultura? Ele sorrindo respondeu: não é tão difícil como você imagina, eu não faço nada, a imagem já está na pedra, eu apenas tiro o excesso. Veja que Michelangelo ao olhar para a pedra de mármore via além da aparência da pedra, ele via a Pietá, Moisés, David que ali na pedra já estavam e que apenas precisava-se ser retirar os excessos. A partir desse exemplo podemos compreender como Deus nos vê.
Muitas vezes nos confundimos entre o que nós somos e o pecado que cometemos. Alguém que comete adultério é comum chamá-lo de adúltero; uma mulher que vive na prostituição chamá-la de prostituta; um usuário de droga chamá-lo de drogado etc. Perceba que a pessoa já não mais possui identidade, ou seja, já não é chamada pelo seu nome. O nome dessa pessoa passa a ser o do seu pecado.
Que triste perceber que as vezes este é o nosso olhar para com muitas pessoas. E em alguns momentos o olhar para nós mesmo. Em vez de olharmos para frente ficamos presos ao nosso pecado, pelo contrário, devemos lutar contra ele. Neste ano vivenciando amisericórdia, somos convidados a olhar para nós e paro o irmão, não pela aparência, mas olhar com o coração.

Somos imagem e semelhança de Deus

Na medida em que se olha com o coração, não serão os pecados a terem maior importância, mas sim aquilo que a pessoa é, sua essência. É importante compreendermos isso: Somos imagem e semelhança de Deus. Temos os nossos defeitos, mas, perceba a diferença dos dois verbos “ser” e “ter”. Os pecados nós temos, a essência é diferente, trata daquilo que somos.
Todas as vezes que chamamos uma pessoa de adultera, de prostituta ou de drogado, na verdade estamos afirmando que ele é o seu pecado. Não! Eu não sou, você não é o pecado que cometeu ou comete, somos filhos de Deus. Nossas qualidades, podem sim dizer algo daquilo que somos, enquanto que nossos defeitos descrevem simplesmente aquilo que fazemos de errado. Em outras palavras, o pecado é exatamente aquilo que nós não somos.
Retomo a frase do pequeno príncipe: só se vê bem com o coração! Nisto, quando Deus nos olha, Ele não vê nossos pecados, mas nossas virtudes, aquilo que Ele por amor sonhou, criou. Deus ama o pecador. Ao olhar para um pecador, Deus vê não os seus pecados, mas a oportunidade de transformar este pecador em um santo. Michelangelo olhava para a pedra de mármore e via dentro da pedra a imagem que ele queria esculpir. Não esqueçamos que fomos criados a imagem e semelhança de Deus.
A pedra do adultério, da prostituição, da droga e de outros pecados, Deus olha e vê não a aparência dessa realidade, mas enxerga a imagem e semelhança do filho que ali se encontra. É um pecador, mas que pode ser santo. É preciso fazer simplesmente, como Michelangelo: tirar os excessos e deixar transparecer a imagem escondida na pedra.
Através de uma boa confissão, da participação na Santa Missa, que são meios de uma vida de comunhão com Deus, somos capazes de tirar os excessos que são os nossos pecados e voltarmos àquilo que somos de verdade, imagem e semelhança de Deus.
Elenildo da Silva Pereira
Missionário da Comunidade Canção Nova e candidato às Ordens Sacras. Licenciado em Filosofia pela Faculdade Canção Nova, Cachoeira Paulista (SP)
Fonte:http://formacao.cancaonova.com/espiritualidade/deus-ve-o-coracao/