quinta-feira, 18 de maio de 2017

Fátima: “Estar em casa da Mãe é uma sensação inexplicável”


O Papa Francisco encontra-se em Fátima, em peregrinação ao Santuário da Cova da Iria, onde há exactamente cem anos a Virgem Maria apareceu aos três Pastorinhos, Lúcia, Francisco e Jacinta, peregrinação que marcará o ponto mais alto das celebrações do centenário com a canonização, neste sábado (13/05) dos dois irmãos, Francisco e Jacinta Marto.
A África de expressão portuguesa participa massivamente na peregrinação e na celebração, em Fátima, com Papa Francisco. Silvonei José ouviu os depoimentos de alguns peregrinos de Angola, mais de 50 presentes na Esplanada de Fátima, que foram unânimes em exprimir a sua alegria por ser parte deste grande evento, a peregrinação à Cova da Iria, para rezar e pedir graças para si, os filhos e parentes, e para todo o País.
É uma sensação grande estar aqui em Fátima com todos os peregrinos do mundo inteiro e comemorar o centenário das aparições de Nossa Senhora, reconheceu Naíde do Nascimento, uma das peregrinas angolanas.
Ana Mendes, outra peregrina de Angola, sintetizou tudo com estas palavras: “Estar em casa da Mãe é uma sensação inexplicável, é uma emoção tão grande que só quem está aqui pode sentir”.
E de todos uma esperança que o Papa Francisco possa, um dia, visitar Angola.
Fonte:http://pt.radiovaticana.va/news/2017/05/13/f%C3%A1tima_%E2%80%9Cestar_em_casa_da_m%C3%A3e_%C3%A9_uma_sensa%C3%A7%C3%A3o_inexplic%C3%A1vel%E2%80%9D/1311964

Papa Francisco: doença de Huntington “nunca mais seja escondida”


Quinta-feira, 18 de maio 2017. O papa Francisco recebeu em audiência, na Sala Paulo VI do Vaticano, os pacientes da doença de Huntington e seus familiares. Francisco saudou não apenas os presentes, mas também a todas as pessoas que no corpo e na vida trazem os sinais desta doença, bem como a todos os que sofrem por outras patologias ditas raras.
Por demasiado tempo, disse Francisco no seu discurso, os medos e as dificuldades que têm caracterizado a vida das pessoas com doença de Huntington têm criado à sua volta mal-entendidos, barreiras, e autênticas marginalizações, e em muitos casos, os doentes e as suas famílias têm vivido o drama da vergonha, isolamento, abandono.
“Mas hoje estamos aqui porque queremos dizer a nós mesmos e ao mundo inteiro: "Hidden No More", "Oculta NUNCA MÁS", "NUNCA MAIS ESCONDIDA”!
Não é simplesmente um slogan, prosseguiu o Santo Padre, mas um compromisso para o qual todos devemos ser protagonistas. A força e a convicção com que pronunciamos estas palavras derivam daquilo que Jesus nos ensinou. Para Jesus, a doença nunca foi obstáculo para encontrar o homem, muito pelo contrário – disse:
“Ele nos ensinou que a pessoa humana é sempre preciosa, sempre dotada de uma dignidade que nada e ninguém pode apagar, nem mesmo a doença. A fragilidade não é um mal. E a doença, que é a expressão da fragilidade, não pode e não deve fazer-nos esquecer que aos olhos de Deus, o nosso valor permanece inestimável”.
Também a doença pode ser uma ocasião de encontro, partilha e solidariedade, e os doentes que encontravam Jesus se sentiam escutados, respeitados, amados. E por isso, nenhum de vós, reiterou Francisco, se deve sentir sozinho, ninguém se sinta um peso, ninguém sinta a necessidade de fugir. Vós sois preciosos aos olhos de Deus, sois preciosos aos olhos da Igreja!
Em seguida, Francisco dirigiu-se aos familiares dos pacientes, a quem chamou “companheiros de viagem”, para lhes recordar que eles são pais, mães, maridos, esposas, filhos, irmãos e irmãs que, todos os dias, de forma silenciosa  mas eficaz, acompanhais nesta dura caminhada os vossos familiares. E encorajou-os também a nunca se sentirem sozinhos; a não ceder à tentação de um sentimento de vergonha e culpa, porque a família é o lugar privilegiado de vida e dignidade, e vós podeis colaborar na construção daquela rede de solidariedade e ajuda que só a família pode garantir e é chamada a viver – reiterou o Papa.
Um pensamento foi também aos médicos, agentes da saúde e os voluntários das associações que se ocupam da doença de Huntington e dos que dela padecem, entre os quais os agentes do Hospital Casa Sollievo della Sofferenza (Casa Alívio do Sofrimento), uma contribuição da Santa Sé empenhada na assistência e a pesquisa. O vosso serviço é precioso, disse Francisco, mas os desafios de diagnóstico, cuidados terapêuticos e de assistência que a doença comporta são muitos, disse ainda Francisco, que também acrescentou:
“Que o Senhor abençoe o vosso trabalho, e possais ser ponto de referência para os pacientes e suas famílias, que muitas vezes enfrentam para além da prova já dura que a doença envolve, também um contexto social e de saúde nem sempre à medida da dignidade da pessoa humana”.
E disse que eles, portanto, eram como braços que Deus usa para semear a esperança, sois vós que estas pessoas têm para reivindicar os seus direitos!
Finalmente, o Papa se dirigiu aos geneticistas e cientistas que, sem poupar energias se dedicam ao estudo e busca de uma terapia para a doença de Huntington. O vosso trabalho está carregado de esperança, disse, dos vossos esforços depende a esperança de encontrar o caminho para a cura definitiva da doença, mas também para a melhoria das condições de vida dos pacientes mas também para o acompanhamento, sobretudo nas fases delicadas do diagnóstico, quando aparecem os primeiros sintomas. E acrescentou:
“Encorajo-vos a continuar o vosso empenho sempre com meios que não ajudem a alimentar aquela "cultura do descarte", que, por vezes, também existe no campo da pesquisa científica. Algumas linhas de pesquisa, de facto, utilizam embriões humanos causando, inevitavelmente, a sua destruição. Mas sabemos que nenhum propósito, mesmo nobre em si mesmo, como a previsão de uma utilidade para a ciência, para outros seres humanos ou para a sociedade, pode justificar a destruição de embriões humanos”.
Que a vida de cada um de vós, quer os que estão directamente marcados pela doença de Huntington quer os que empenham diariamente para partilhar a dor e a fadiga dos pacientes, possa ser testemunho vivo da esperança que Cristo nos deu – concluiu Francisco pedindo a todos, por favor, para que não se esqueçam de rezar por ele.
Fonte:http://pt.radiovaticana.va/news/2017/05/18/papa_francisco_doen%C3%A7a_huntington_nunca_mais_seja_escondida/1313104

domingo, 14 de maio de 2017

Papa agradece a Deus por ter ido a Fátima como peregrino de esperança e paz


“Ontem à noite regressei da peregrinação a Fátima, – saudemos Nossa Senhora de Fátima! – e a nossa oração mariana de hoje assume um significado particular, carregado de memória e de profecia para quem olhar a história com olhos de fé. Em Fátima me emergi na oração do santo Povo fiel, oração que lá escorre desde há cem anos come um rio, para implorar a protecção  materna de Maria para o mundo inteiro.”
O Papa agradeceu depois de coração os Bispos, o bispos de Leiria Fátima, as Autoridades do Estado e todos quantos deram a sua colaboração. E prosseguiu:
Desde o início, quando na Capela das Aparições permaneci longamente em silencio, acompanhado pelo silencio orante de todos os peregrinos, criou-se um clima de recolhimento e contemplação, em que se desenrolaram  os vários momentos de oração. E no centro de tudo estava o Senhor Ressuscitado, presente no meio do seu Povo na Palavra e na Eucaristia. Presente no meio de tantos doentes, que são os protagonistas da vida litúrgica e pastoral de Fátima, como de todos os santuários marianos.”
Francisco recordou depois que em Fátima Nossa Senhora escolheu o coração inocente e a simplicidade dos pequenos Francisco, Jacinta e Lúcia, como depositários da sua mensagem e eles responderam dignamente, tornando-se modelos de vida cristã.
Com a canonização de Francisco e Jacinta, quis propor a toda a Igreja o seu modelo de adesão a Cristo e de testemunho evangélico. A sua santidade não é consequência das aparições, mas sim da fidelidade e do ardor com que corresponderam ao privilégio recebido de poder ver a Virgem Maria.
O Papa frisou ainda que depois do encontro com a “bela Senhora”, os pastorinhos rezavam frequentemente o terço, faziam penitencias e ofereciam sacrifícios para que a guerra terminasse e para as almas mais necessitadas da divina misericórdia.
“Também nos nossos dias há muita necessidade de oração de penitencia para implorar a graça da conversão, assim como também o fim dos absurdos conflitos, grandes, familiares, pequenas, e das violências que desfiguram o rosto da humanidade.”
Francisco concluiu pedindo para que nos deixemos guiar pela luz que vem de Fátima e para que o Coração Imaculado de Maria seja sempre o nosso refugio, a nossa consolação e a via que nos conduz a Cristo. 
(DA)
Fonte:http://pt.radiovaticana.va/news/2017/05/14/papa_agradece_a_deus_por_ter_ido_a_f%C3%A1tima_/1312172

Papa reza pelas populações afligidas por conflitos e guerras


Depois da oração mariana do Regina Coeli, o Papa manifestou mais uma vez a sua solidariedade em relação às populações do mundo afligidas por guerras e conflitos.
Caros irmão e irmãs, confio a Maria, Rainha da paz, a sorte das populações aflitas por guerra e conflitos, de modo particular no Médio Oriente. Tantas pessoas inocentes são duramente provadas, seja cristãos, seja muçulmanos, seja pertencentes a minorias como os Yazidi, que passam por trágicas violências e discriminações.
O Papa exprimiu a sua solidariedade acompanhada de orações  e agradeceu a quantos se empenham em ir ao encontro das necessidades humanitárias. E não deixou de encorajar ao diálogo:
Encorajo as diversas comunidades a percorrer o caminho do diálogo e da reconciliação para construir um futuro de respeito, de segurança e de paz
O Papa recordou depois que ontem em Dublim, na Irlanda do Sul, foi proclamado beato o sacerdote jesuíta, John Sullivan. Ele viveu na Irlanda entre os seculos XIX e XX e dedicou-se ao ensino e à formação espiritual dos jovens. Era muito amado e procurado como padre pelos pobres e os que sofriam. O Papa deu graças a Deus pelo seu testemunho.
A seguir, Francisco saudou os peregrinos da Itália e de vários outros países presentes na Praça de São Pedro, referiu-se de modo particular aos participantes na iniciativa “Passeggini vuoti” (carrinhos vazios) contra a diminuição da natalidade em Itália, um grupo de mãe italianas de Bordighera e disse:
O futuro das nossas sociedades requer da parte de todos, especialmente das instituições, uma atenção concreta á vida e à maternidade. Este apelo é particularmente significativo hoje quando se celebra, nalguns Países, a festa da Mãe; recordemos com gratidão todas as mães, mesmo as que estão no Céu, confiando-as a Maria, Mãe de Jesus”.
E aqui o Papa convidou a um momento de silencio para que cada um rezasse pela própria mãe.
E terminou desejando bom domingo a todos e pedindo que não nos esqueçamos de rezar por ele. 
(DA) 
Fonte:http://pt.radiovaticana.va/news/2017/05/14/papa_reza_pelas_popula%C3%A7%C3%B5es_afligidas_por_conflitos_e_guerras/1312185

sábado, 13 de maio de 2017

Oração do Santo Padre à bem-aventurada Virgem de Fátima


Salve Rainha,
bem-aventurada Virgem de Fátima,
Senhora do Coração Imaculado,
qual refúgio e caminho que conduz até Deus!
Peregrino da Luz que das tuas mãos nos vem,
dou graças a Deus Pai que, em todo o tempo e lugar, atua na história humana;
peregrino da Paz que neste lugar anuncias,
louvo a Cristo, nossa paz, e para o mundo peço a concórdia entre todos os povos;
peregrino da Esperança que o Espírito alenta,
quero-me profeta e mensageiro para a todos lavar os pés, na mesma mesa que nos une.

Refrão cantado pela assembleia:
Ave o clemens, ave o pia!
Salve Regina Rosarii Fatimæ.
Ave o clemens, ave o pia!
Ave o dulcis Virgo Maria.

Il Santo Padre:
Salve Mãe de Misericórdia,
Senhora da veste branca!
Neste lugar onde há cem anos
a todos mostraste os desígnios da misericórdia do nosso Deus,
olho a tua veste de luz
e, como bispo vestido de branco,
lembro todos os que,
vestidos da alvura batismal,
querem viver em Deus
e rezam os mistérios de Cristo para alcançar a paz.

Refrão…

Il Santo Padre:
Salve, vida e doçura,
Salve, esperança nossa,
ó Virgem Peregrina, ó Rainha Universal!
No mais íntimo do teu ser,
no teu Imaculado Coração,
vê as alegrias do ser humano
quando peregrina para a Pátria Celeste.
No mais íntimo do teu ser,
no teu Imaculado Coração,
vê as dores da família humana
que geme e chora neste vale de lágrimas.
No mais íntimo do teu ser,
no teu Imaculado Coração,
adorna-nos do fulgor de todas as joias da tua coroa
e faz-nos peregrinos como peregrina foste Tu.
Com o teu sorriso virginal
robustece a alegria da Igreja de Cristo.
Com o teu olhar de doçura
fortalece a esperança dos filhos de Deus.
Com as mãos orantes que elevas ao Senhor
a todos une numa só família humana.

Refrão…

Il Santo Padre:
Ó clemente, ó piedosa,
ó doce Virgem Maria,
Rainha do Rosário de Fátima!
Faz-nos seguir o exemplo dos Bem-aventurados Francisco e Jacinta,
e de todos os que se entregam à mensagem do Evangelho.
Percorreremos, assim, todas as rotas,
seremos peregrinos de todos os caminhos,
derrubaremos todos os muros
e venceremos todas as fronteiras,
saindo em direção a todas as periferias,
aí revelando a justiça e a paz de Deus.
Seremos, na alegria do Evangelho, a Igreja vestida de branco,
da alvura branqueada no sangue do Cordeiro
derramado ainda em todas as guerras que destroem o mundo em que vivemos.
E assim seremos, como Tu, imagem da coluna luminosa
que alumia os caminhos do mundo,
a todos mostrando que Deus existe,
que Deus está,
que Deus habita no meio do seu povo,
ontem, hoje e por toda a eternidade.

Refrão…

Il Santo Padre insieme ai fedeli:
Salve, Mãe do Senhor,
Virgem Maria, Rainha do Rosário de Fátima!
Bendita entre todas as mulheres,
és a imagem da Igreja vestida da luz pascal,
és a honra do nosso povo,
és o triunfo sobre o assalto do mal.

Profecia do Amor misericordioso do Pai,
Mestra do Anúncio da Boa-Nova do Filho,
Sinal do Fogo ardente do Espírito Santo,
ensina-nos, neste vale de alegrias e dores,
as verdades eternas que o Pai revela aos pequeninos.

Mostra-nos a força do teu manto protetor.
No teu Imaculado Coração,
sê o refúgio dos pecadores
e o caminho que conduz até Deus.

Unido aos meus irmãos,
na Fé, na Esperança e no Amor,
a Ti me entrego.
Unido aos meus irmãos, por Ti, a Deus me consagro,
ó Virgem do Rosário de Fátima.

E, finalmente envolvido na Luz que das tuas mãos nos vem,
darei glória ao Senhor pelos séculos dos séculos.
Amen.
Fonte:http://pt.radiovaticana.va/news/2017/05/12/ora%C3%A7%C3%A3o_do_santo_padre_%C3%A0_bem-aventurada_virgem_de_f%C3%A1tima/1311885

Papa em Fátima: com Maria sejamos sinal da misericórdia de Deus


Hoje 13 de maio, Dia de Nossa Senhora de Fátima, o Papa Francisco conclui a sua peregrinação ao Santuário da Cova da Iria, iniciada na tarde de ontem, onde 100 anos atrás a Mãe de Deus apareceu aos três pastorzinhos. Uma viagem, como disse ontem Francisco aos jornalistas durante o voo que o trouxe a Portugal, “um pouco especial, uma viagem de oração, um encontro com o Senhor e com a Santa Mãe de Deus”.
Nesta manhã de sábado a canonização de Francisco e Jacinta, dois dos videntes que receberam a mensagem de Maria para ser divulgada ao mundo.
Explicando a Mensagem de Fátima e o seu “segredo”, num célebre texto do ano 2000, o então Cardeal Ratzinger disse que as visões interiores acontecem especialmente com crianças, cujo espírito se encontra mais disponível e menos distraído, para mais facilmente captarem o que o Céu lhes queira transmitir. E foi o que ocorreu aqui em Fátima com as três crianças.
Os fiéis portugueses, mas também os fiéis do mundo inteiro expressam a grande alegria pela canonização de dois dos três pastorzinhos. A essa alegria une-se uma profunda gratidão a Deus que concede à Igreja dois novos santos. Uma profunda gratidão porque a canonização destes que são os mais jovens santos não mártires a serem canonizados abre um novo capítulo na história da Igreja que se estende à infância.
Muitos dos fiéis que hoje participam da Santa Missa e da canonização de Francisco e Jacinta passaram a noite ao ar livre, dormindo na grande praça diante do Santuário mariano, esperando a luz do novo dia e o momento do encontro com o Cristo Eucarístico.
Já no início da noite de ontem Francisco rezou diante da imagem de Fátima, no seu primeiro momento na Cova da Iria, na Capelinha das Aparições. Ali aos pés da imagem colocou flores e depois uma Rosa de Ouro. O Santo Padre pediu paz e concórdia para o mundo, para os povos. Recordou os pastorzinhos beatos e que podemos ser peregrinos de todos os caminhos, e derrubarmos todos os muros e fronteiras, “saindo em direção a todas as periferias, revelando a justiça e a paz de Deus”.
Durante o momento de oração o Papa usou uma estola criada especialmente para a sua Peregrinação, com motivos baseados no bordado do manto da Imagem de Nossa Senhora de Fátima.
Francisco chegou ao Santuário proveniente do Estádio de Fátima, a bordo do papamóvel. Ao longo do caminho foi saudado por milhares de fiéis. Na Capelinha das Aparições foi acolhido por centenas de crianças das escolas da cidade.
O dia de ontem de Francisco se concluiu com a oração do Terço junto com uma praça repleta de fiéis e peregrinos que com suas velas nas mãos, abençoadas pelo Papa, iluminaram a escuridão da noite de Fátima.
Encontramos peregrinos provenientes de todas as partes do Brasil, da África e de Portugal….
Fonte:http://pt.radiovaticana.va/news/2017/05/13/papa_em_f%C3%A1tima_com_maria_ser_sinal_da_miseric%C3%B3rdia_de_deus/1311923

Papa - Fátima é sobretudo um manto de Luz que nos cobre


Na sua homilia, o Papa começou por citar algumas passagens da Bíblia que atestam que temos Mãe. Uma “Senhora tão bonita” comentavam os pastorinhos ao voltarem para casa. E a pequena Jacinta chegada a casa desvendou aquilo que deveria ser um segredo entre eles: “Hoje vi Nossa Senhora” - exclamou. O Papa recordou, todavia, que Nossa Senhora não veio para que a víssemos, mas “veio lembrar-nos a Luz de Deus que nos habita e cobre”. E Fátima, para os peregrinos “é sobretudo esse manto de luz que nos cobre”  quando nos refugiamos sob a protecção da Virgem Maria para Lhe pedir para nos mostrar Jesus – disse o Papa.
“Queridos peregrinos, temos Mãe. Agarrados a Ela como filhos, vivamos da esperança que assenta em Jesus (…)”.
O Papa exortou a fundarmos a nossa esperança na humanidade que Jesus assumiu no ventre da Mãe e exprimiu o desejo de que essa esperança seja a alavanca da vida de todos nós! “Uma esperança que nos sustente sempre, até ao último respiro”.
Com esta esperança, nos congregamos aqui para agradecer as bênçãos sem conta que o Céu concedeu nestes cem anos, passados sob o referido manto de Luz que Nossa Senhora e, a partir deste esperançoso Portugal, estendeu sobre os quatro cantos da Terra. Como exemplo, temos diante dos olhos São Francisco Marto e Santa Jacinta, a quem a Virgem Maria introduziu no mar imenso da Luz de Deus e aí os levou a adorá-Lo. Daqui lhes vinha a força para superar contrariedades e sofrimentos.”
Bergoglio referiu-se depois à multidão a chorar de fome, ao Papa a rezar perante o Imaculado Coração de Maria que os pastorinhos acreditavam ter visto e disse que não podia não estar ali hoje…
Irmãos e irmãs, obrigado por me acompanhardes! Não podia deixar de vir aqui venerar a Virgem Maria e confiar-lhe os seus filhos e filhas. Sob o seu manto não se perdem; dos seus braços virá a esperança e a paz que necessitam e que suplico para todos os meus irmãos no baptismo e em humanidade, de modo especial para os doentes e pessoas com deficiência, os presos e desempregados, os pobres e abandonados. Queridos irmãos rezemos a Deus com a esperança de que nos escutem os homens; e dirigimo-nos aos homens com a certeza de que nos vale Deus”.
O Papa frisou depois que Deus criou-nos como esperança para os outros, conforme o estado de vida de cada um. Nisto está uma verdadeira mobilização geral do Céu contra esta indiferença que nos gela o coração e agrava a miopia do olhar. “Não queiramos ser uma esperança abortada! A vida só pode sobreviver graças à generosidade de outra vida” – disse Francisco recordando que Jesus se humilhou até à cruz para vencer as trevas do mal e trazer-nos para a luz.
O Papa finalizou invocando a protecção de Maria para que sejamos no mundo sentinelas que sabem contemplar o verdadeiro rosto de Jesus Salvador (…) e descobrir (…) o rosto jovem e belo da Igreja, que brilha quando é missionária, acolhedora, livre, fiel, pobre de meios e rica no amor.
(DA) 
Fonte:http://pt.radiovaticana.va/news/2017/05/13/papa_-_f%C3%A1tima_%C3%A9_sobretudo_um_manto_de_luz_que_nos_cobre_/1311965