terça-feira, 29 de dezembro de 2015

* Pesquisa no Ano Santo: o que pensam os católicos sobre o papado de Francisco?

misericordiaO povo da Igreja está alinhado com o Papa Francisco. “Havia uma necessidade enorme do Jubileu da Misericórdia.” Mas a verdadeira descoberta é o sentimento com o imprinting de Bergoglio: os católicos praticantes estão de acordo com Bergoglio em praticamente tudo, até mesmo sobre o perdão para os pecados mais graves, como o do aborto.

Esses são o resultado da primeira pesquisa sobre o Jubileu da SWG, elaborada especificamente para o jornal L’Unità. Uma amostra padrão: 1.000 cidadãos italianos entrevistados (seja por telefone ou pela internet). Idade média: dos 18 anos para cima, relativa, portanto, à estrutura sociodemográfica do país.
E eis os resultados da pesquisa focada no “coração” da filosofia jubilar desejada pelo pontífice: misericórdia. “A Igreja e as suas hierarquias devem ser mais acolhedoras e modernas”, dizem 48% dos entrevistados católicos, e 67% dos não crentes pensam do mesmo modo.
As dioceses não devem, portanto, continuar se fechando no dogmatismo absoluto, mas devem ser mais atentas e próximas das pessoas. Em suma, agir como se se estivesse em um “hospital de campanha” para curar as feridas “da humanidade”: de acordo com 38% dos católicos, “a hierarquia ainda é pouco disponível em relação à Igreja de marca Francisco”.
Cerca de 48% dos católicos praticantes responderam assim à pergunta sobre a “misericórdia esquecida também pela Igreja”: tanto os 64% – média nacional da amostra estatística – quanto os 48% dos católicos praticantes acreditam que, nos últimos 30 anos, “a Igreja Católica manteve pouco ou em nada” a misericórdia no centro da sua ação.
Certamente, sobre essa resposta também devem ter pesado os recentes escândalos: da cobertura do alto purpurado até o escândalo Vatileaks. Para todos os entrevistados (católicos ou não), a Igreja da misericórdia é mais aberta em relação à modernidade.
Quanto à pergunta “No ano jubilar serão perdoados aos penitentes até mesmo os pecados mais graves, incluindo o aborto. Você concorda muito, pouco ou em nada com essa escolha”, 56% da média nacional da amostra se disseram muito de acordo; enquanto 66% foram justamente os católicos praticantes que se consideraram bastante satisfeitos com essa escolha jubilar.
Talvez não é um acaso que justamente no dia seguinte à abertura da Porta Santa de São Pedro, o Papa Bergoglio tenha proferido uma “lição” sobre o significado do Jubileu da Misericórdia, durante a primeira Audiência Geral do Ano Santo.
E ele fez isso com uma espécie de catequese na praça, diante de cerca de nove mil pessoas entre peregrinos e fiéis. “Eu gostaria de refletir com vocês – disse o pontífice – sobre o significado do Jubileu da Misericórdia. A Igreja precisa deste momento extraordinário. Eu não digo que ela o quer – enfatizou Bergoglio –, digo que ela precisa.”
E explicou todos os pontos essenciais das interrogações de muitos, crentes ou não. “Vivemos em uma época de grandes mudanças” e “a Igreja é chamada a oferecer a sua contribuição peculiar. Especialmente nestes tempos em que o perdão é um hóspede raro nos âmbitos da vida humana – observou o Papa Francisco – o chamado da misericórdia se torna mais urgente em todos os lugares: na sociedade, nas instituições, nos locais de trabalho e também na família. Certamente, alguns poderiam objetar: mas há problemas mais urgentes, e a Igreja não deveria fazer algo mais? Certamente – explicou Francisco – é tudo verdade. Há muito a se fazer, e eu, por primeiro, não me canso de lembrar isso. Mas é preciso levar em conta que, na raiz do esquecimento da misericórdia, sempre há o amor próprio, a busca exclusiva dos próprios interesses, de prazeres e de honras unidas ao querer acumular riqueza. Enquanto a vida dos cristãos se disfarça muitas vezes de hipocrisia e mundanidade. Todas essas coisas – concluiu o papa – são contrárias à misericórdia no mundo.”
Para aqueles que são católicos praticantes, o futuro é justamente a Igreja da misericórdia. Cerca de 78% dos católicos entrevistados considera isso importante, em comparação com os 67% da média nacional. O sentimento com o papa também transparece nas respostas da pergunta número 5: “Uma Igreja fundada sobre o perdão e a ternura para com os outros. Quanto você considera essa visão aderente à sua ideia da Igreja Católica?”.
Eis as respostas: bastante aderente em relação às próprias ideias para 77% dos católicos, 67% para todos os outros. Ou seja, a Igreja de Francisco está realmente perto dos sentimentos das pessoas.
E a misericórdia, de acordo com os italianos, é precisamente um título que se encaixa perfeitamente para o Jubileu. Uma Igreja que se ancora nos valores tradicionais, mais aberta e compreensiva em relação à modernidade.
M. Iervasi, publicada no jornal L’Unità
Fonte:http://blog.comshalom.org/carmadelio/49151-pesquisa-no-ano-santo-o-que-pensam-os-catolicos-sobre-o-papado-de-francisco

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