terça-feira, 1 de agosto de 2017

Voz do Pastor › 28/07/2017

Partir de Jesus Cristo: a diretriz fundamental da evangelização

Queridos irmãos e irmãs!
Na Exortação Apostólica Evangelii Nuntiandi, publicada em 8 de dezembro de 1975, o Papa Beato Paulo VI assim declarava: “No decorrer do Sínodo [de 1974], muitas vezes os Bispos lembraram esta verdade: o próprio Jesus, ‘Evangelho de Deus’, foi o primeiro e o maior dos evangelizadores. Ele foi isso mesmo até o fim, até a perfeição, até o sacrifício da sua vida terrena” (PAULO VI. Exortação Aposto lica sobre a evangelização no mundo contemporâneo Evangelii nuntiandi, n. 7).
As Diretrizes gerais da ação evangelizadora da Igreja no Brasil 2015-2019, a partir das quais elaboraremos o nosso Plano Pastoral 2016-2019, apresentam Jesus Cristo como fonte de tudo o que a Igreja é e de tudo o que ela crê (cf. CNBB. DGAE n. 4). O primeiro capítulo do documento 102 traz justamente este título: Partir de Jesus Cristo. ao apresentar Jesus como diretriz fundamental, os bispos do Brasil chamam a atenção de toda a Igreja a que reconheça que “o fundamento do discipulado missionário é a contemplação e o seguimento de Jesus Cristo” (CNBB. Idem). Contemplar e seguir Jesus Cristo nos leva ao centro de toda a sua vida e de sua pregação: o Reino de Deus. O que é o Reino? É Deus mesmo próximo do homem e da mulher, atuação salvadora e proximidade paterna e misericordiosa, é a própria pessoa de Jesus e sua mensagem. Os bispos apresentam o Reino anunciado e inaugurado por Jesus, com as seguintes características: dado gratuidade, deixado em herança, acolhido por meio da conversão e da fé (cf. idem, n. 5).
As consequências da acolhida do Reino levam os discípulos missionários a experimentar e anunciar a misericórdia do Pai: essa é a proposta pastoral do Ano Santo da Misericórdia, convocado pelo Papa Francisco e assumido nas Diretrizes gerais. “A Igreja tem a missão de anunciar a misericórdia de Deus, coração pulsante do Evangelho, que por meio dela deve chegar ao coração e à mente de cada pessoa, especialmente atenta àqueles que vivem nas mais variadas periferias existenciais” (idem n. 6). Experimentar misericórdia significa que os discípulos missionários são inseridos na comunhão com a Santíssima Trindade e recebem dela a missão de anunciar o Reino de Deus. No número 7 o documento da CNBB resume a doutrina do Concílio Vaticano II sobre a Igreja, apresentando o que a Igreja é a partir da experiência do encontro transformador com Jesus Cristo: obra das Três Pessoas divinas, germe e início do Reino, sacramento de salvação.
Assim, a Igreja é o lugar do encontro com Jesus Cristo. Nela, os discípulos missionários descobrem quem é Jesus e o que Ele traz ou que quer de nós. Jesus Cristo, o Verbo que arma sua tenda entre nós, é o Filho único do Pai, cheio de amor e fidelidade. Ele convida a todos à conversão e ao discipulado, enche a vida de alegria. Encontro mediado pela ação da Igreja, ele é considerado como “a fonte da ação evangelizadora”: “a primeira motivação para evangelizar é o amor que recebemos de Jesus, a experiência de sermos salvos por ele, que nos impele a amá-lo cada vez mais”, como afirma Papa Francisco, na Exortação apostólica Evangelii gaudium, n. 264. Daí, brotam as atitudes fundamentais dos discípulos missionários: alteridade e gratuidade, promoção da justiça, paz, reconciliação e fraternidade. Essas são expressões do Amor de Jesus que passam a ser atitudes dos seus seguidores. Daí, a necessidade de conversão para todos nós: uma Igreja que vive um desejo inesgotável de oferecer misericórdia, como é a perspectiva fundamental do Evangelho e de Papa Francisco.
Fonte:http://arquidiocesedenatal.org.br/mensagem/partir-de-jesus-cristo-a-diretriz-fundamental-da-evangelizacao

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